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Publicado em 07/07/2026
A expectativa é positiva para a colheita da segunda safra de milho na região do Vale do Paranapanema. Mesmo com o plantio realizado entre 15 e 20 dias mais tarde em relação aos anos considerados normais, o desenvolvimento das lavouras indica uma boa produção em 2026. A avaliação é do superintendente da Coopermota, Sandro José Amadeu, que participou do RA CAST para analisar o atual cenário da cultura.
Segundo Amadeu, as condições climáticas favoreceram o desenvolvimento das lavouras ao longo do ciclo. A expectativa é de que o pico da colheita ocorra entre o final de julho e o início de agosto. “Temos hoje lavouras muito bem desenvolvidas. É um ano de lavouras boas, bonitas, e acreditamos em uma boa safra, igual ou até maior que a do ano passado”, afirmou.
Durante a entrevista, o superintendente também relembrou a evolução do milho segunda safra no Vale do Paranapanema, região que teve participação importante no desenvolvimento da cultura. O trabalho realizado ao longo de mais de três décadas por cooperativas, produtores e instituições de pesquisa contribuiu para transformar a antiga “safrinha” em uma das principais culturas do agronegócio brasileiro.
Para Sandro, porém, o aumento da produção vem acompanhado de um desafio cada vez mais presente no campo: as margens apertadas. Neste cenário, a busca por produtividade e eficiência deve ocupar espaço central nas decisões do produtor. “Hoje estamos vivendo a agricultura do metro quadrado. O solo ficou caro e temos materiais com alto potencial produtivo, que demandam cuidado, adubação e tratos sanitários adequados. Isso é investimento”, explicou.
Na avaliação do superintendente, produzir mais por área é uma das principais alternativas para melhorar o resultado da atividade. Ele lembrou que as médias de produtividade do milho segunda safra avançaram significativamente nas últimas décadas e que o desafio agora é continuar ampliando esses índices.
“Não vemos outra alternativa a não ser o produtor se adaptar para produzir mais. A margem vai ser mais apertada e, se ele produzir mais de forma eficiente, terá maior volume e uma condição melhor no resultado total”, destacou.
Outro ponto abordado no RA CAST foi a gestão da propriedade rural. Sandro defendeu que o conhecimento dos custos de produção é fundamental para orientar as decisões de comercialização. “O produtor precisa saber quanto custa produzir um saco de milho ou de soja. Ele não tem domínio sobre o preço de venda, porque o mercado é maior do que ele, mas pode optar por momentos em que o ganho seja maior ou a perda seja menor”, disse.
Para o superintendente, a profissionalização da gestão tornou-se indispensável diante do aumento dos custos e dos riscos da atividade. “O produtor hoje tem que deixar de ser só um produtor e precisa ser um gestor da atividade dele”, reforçou.
Com a aproximação da colheita, a estrutura de recebimento e armazenamento também foi destaque na entrevista. Sandro afirmou que a Coopermota vem realizando ações para ampliar sua capacidade operacional e acompanhar o avanço da velocidade de colheita nas propriedades.
Entre as estratégias adotadas estão estruturas de armazenagem temporária e a entrada em operação de um novo silo na região de Tupã. Segundo o superintendente, a cooperativa está preparada para atender os produtores durante o período de maior movimentação da safra. “Acreditamos que estamos em condições de atender o produtor nesta safra. O nosso desafio é acompanhar a velocidade da colheita, receber e processar rapidamente o produto”, concluiu.
A entrevista completa com Sandro José Amadeu foi exibida no RA CAST, com informações e análises sobre a segunda safra de milho e os desafios que devem marcar a atividade agrícola em 2026.